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segunda-feira, 4 de março de 2013

PERDOAR


O PERDÃO

"O Perdão permite-nos saber quem de facto somos. Com o perdão no coração podemos experimentar finalmente a nossa verdadeira essência como amor.
O perdão é a melhor de todas as curas, que nos permite sentir unidos e em harmonia uns com os outros e com tudo o que faz parte da vida.
O perdão tem o poder de curar tanto a nossa vida interior como  exterior. Pode alterar a forma como nos vemos a nós próprios e aos outros. Pode mudar a forma como sentimos o mundo. Pode pôr fim, de uma vez por todas, aos conflitos internos que muitos carregam consigo em cada momento do dia.
Imagine a paz que poderia imperar no nosso planeta se todas as pessoas no mundo se libertassem dos ressentimentos antigos com os que lhe são próximos. Imagine o que aconteceria se todos nós nos libertássemos das batalhas que travamos há séculos em nome das diferenças raciais, diferenças religiosa e ofensas passadas! (...)
Sabemos hoje que a incapacidade para perdoar - ou seja, mantermo-nos presos à raiva, ao medo e à dor - tem de facto um impacto mensurável no nosso corpo. Estes sentimentos criam tensões que afectam o sistema fisiológico de que dependemos para viver com saúde. Afectam a circulação de sangue no corpo. Afectam a eficiência do nosso sistema imunitário. Colocam em estado de stresse o nosso coração, o nosso cérebro e, na prática, todos os nossos órgãos do nosso corpo. A ausência de perdão é na verdade  um factor de saúde. (...)
O perdão proporciona-me um sentimento de liberdade, esperança, paz e alegria pessoal que não obtenho de mais nenhuma forma.  Mas também sei que o perdão não é uma daquelas coisas que conseguimos alguma vez completar na vida. É um processo contínuo, um trabalho em constante progresso. É um processo interminável, pois enquanto vivemos neste corpo há sempre uma parte de nós que sofre a tentação, vezes sem conta, de formular juízos de valor. (...)
O que precisamos perdoar nos outros pode ser algo que em nós próprios se mantém escondido da nossa consciência."

Gerald G. Jampolski
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